segunda-feira, 2 de novembro de 2026

SEM EMPRESÁRIOS NÃO HÁ ECONOMIA

Tenho testemunhado muitas injustiças neste País nos últimos anos. Uma das maiores delas foi o que aconteceu nas eleições para presidente: os eleitores do atual governo, quase que em sua totalidade, demonizaram os empresários nacionais. Muitos não pouparam adjetivos pejorativos. Falas sem meias palavras. Ditas "na lata". Eis alguns:

"Rentistas" ou "Especuladores": Crítica direcionada principalmente ao empresariado do setor financeiro e bancário, acusados de priorizar o lucro por meio de juros em detrimento da produção e da geração de empregos.

"Sonegadores": Utilizado em discursos que cobram maior tributação sobre grandes fortunas e criticam a evasão fiscal de corporações.

"Exploradores": Termo de tom ideológico tradicional, empregado para caracterizar empresários que defendem reformas trabalhistas flexibilizadoras ou que mantêm condições de trabalho consideradas precárias.

Um dos "elogios" mais comuns foi FASCISTA. Muitos, inclusive, sequer sabem o verdadeiro significado do termo. 

Pois bem. Por tudo o que foi dito, parece até que nós - a população em geral - não dependemos do empresariado nacional. Parece que somos autônomos. Independentes. Donos do próprio nariz.

Não é bem assim. Muito pelo contrário.

Já ouvi de uma conhecida - apaixonada pelo Lula - dizendo o seguinte: "mas os empresários também precisam dos funcionários".

Vamos aos fatos.

A vida de um empresário não é fácil. Desde quando ele decide empreender ele percorre um verdadeiro calvário. Se empreender já é uma tarefa difícil, empreender no Brasil mais ainda. 

É o empresário que assume os riscos. Você já parou para pensar nisso? Não? Então reflita sobre tudo isso que vou expor. 

No início de qualquer negócio só há gasto. Não há receita. 

No início de qualquer negócio a receita é incerta e só acontece depois de muitas semanas. Até lá, todos os custos correm por conta do empresário: despesas com água, telefone, luz, publicidade, compra de matérias primas, limpeza, conservação, segurança e muitas coisas mais. 

Quando um funcionário é contratado, ele assume uma posição muito confortável até: seu dinheiro certo no final do mês. A única coisa que ele deve fazer é trabalhar. Trabalhar, é preciso dizer, COM TODOS OS ELEMENTOS COLOCADOS EM SUAS MÃOS PELO EMPRESÁRIO. Pensemos num restaurante: a caneta, o bloco de notas, o avental, a roupa de um garçom e a bandeja são todos fornecidos pelo empresário. A comida que ele traz e coloca na mesa do cliente foi também preparada pelo dono do restaurante, por meio de uma cozinha montada por ele.   

Todos os ingredientes usados para que os pratos sejam feitos foram comprados pelo empresário. 

As mesas, as cadeiras, os pratos, os talheres, enfim, tudo que é usado pelos clientes são também fornecidos pelo empresário. NADA, absolutamente, NADA É DE RESPONSABILIDADE DO FUNCIONÁRIO. Se a comida não for boa, quem é responsável é o dono do restaurante e não o colaborador.

Vamos mais adiante.

O próprio governo é mantido pelos impostos pagos pelos empresários. Todos os benefícios sociais (bolsa alimentação, pé de meia, auxílio gás, bolsa universidade etc.) são também financiados pelos impostos pagos pelos empresários.

O salário dos servidores públicos - muitos deles também demonizaram o empresariado nacional - também é pago pelos impostos pagos pelos empresários. 

É muito fácil criticar o empresariado nacional. É cuspir no prato que come. 

Sem a concorrência do empresário, sem sua decisão de "eu vou empreender" nem governo, nem servidores públicos, muito menos funcionários existiriam. 

Vamos falar a verdade: TODOS COMEM NAS MÃOS DOS EMPRESÁRIOS. 

Até o dinheiro desviado por administrados públicos corruptos provém dos impostos pagos pelos empresários. 

Será que o empresariado nacional é tão ruim assim? Há alguma coisa de errado nesse discurso, você não acha?

Deveríamos RESPEITAR o empresariado. Sem ele NÃO SOBREVIVERÍAMOS. 

São os empresários do transporte, por exemplo, que fazem com que  o alimento que chega a sua mesa seja transportado de outro ponto do território nacional, distante milhares de quilômetros de você. Você, que grita aos quatro ventos criticando e demonizando os empresários, já parou para pensar nisso?

E se os empresários, de uma hora para a outra, cruzassem os braços e deixassem de produzir, você teria condições de conseguir seu próprio sustento? de pagar sua água, seu telefone, sua energia elétrica? Será que o hospital público onde você é atendido funcionaria regularmente sem o pagamento dos impostos pelos empresários?

Acho que é HORA DE CALÇARMOS AS SANDÁLIAS DA HUMILDADE e baixarmos a bola. 

Acho que é hora de NÃO FALARMOS TANTAS BABOZEIRAS. 

Acho que é hora de NÃO MISTURARMOS AS COISAS. 

Apenas para arrematar: sim, de fato os empresários dependem também de seus colaboradores. Muitas empresas não funcionariam sem a concorrência deles. Porém, um alerta precisa ser dito: com o avanço da inteligência artificial, MUITOS COLABORADORES ESTÃO SENDO SUBSTITUÍDOS PELAS MÁQUINAS. Já pararam para pensar nisso? 

Vou lhes dar um exemplo: em muitos shoppings espalhados pelo Brasil existiam quiosques onde os frequentadores pagavam seus estacionamentos. Eram pessoas que até então faziam o trabalho. Agora a coisa mudou. SÃO AS MÁQUINAS QUE REALIZAM TODAS OPERAÇÕES A PARTIR DE AUTO COMANDOS. Muitos levantam a bandeira da escala 5x2. Nesses quiosques o empresariado foi além: INAUGUROU A ESCALA 7 X 0. 

É como sempre digo: NUNCA BATA DE FRENTE COM UM EMPRESÁRIO. 

Sua capacidade de empreender é ILIMITADA.

Portanto: CALCE AS SANDÁLIAS DA HUMILDADE. RESPEITE O EMPRESARIADO NACIONAL. 

Alipio Reis Firmo Filho  

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