sábado, 18 de abril de 2026

A CAIXA

Embora não percebamos, todos nós, que viemos a este mundo, recebemos uma caixa. Ela foi um presente que nos foi dado, embora costumeiramente sempre a ignoramos e, muitos vezes, vivemos como se ela não existisse.  

Essa caixa possui as mesmas dimensões, independentemente se somos humildes ou afortunados, crentes ou descrentes, intelectuais ou iletrados. Suas dimensões são exatamente as mesmas para todos os mortais. Ela não faz distinção de ninguém. Sempre oferece a mesma capacidade a cada um de nós. Aliás, desde que o homem se conhece por homem sempre ela foi a mesma, nem mais, nem menos.  

Desde nossa tenra infância convivemos com ela, estejamos dormindo ou acordados, trabalhando ou estudando, em momentos de lazer ou simplesmente refletindo sobre a vida. Essa caixa conhece nossa intimidade como ninguém. Talvez até mais do que nós mesmos. Ela guarda nossos segredos mais profundos. Dialoga com nossos sonhos, nossos anseios e nosso propósito de vida. 

Embora muito próxima de nós, ela não interfere em nossa rotina. Não nos critica quando erramos, não nos aplaude quando acertamos, simplesmente é indiferente ao nosso dia a dia. Sua indiferença, entretanto, não significa que ela não se importa conosco. Muito pelo contrário. Ela continua sempre à nossa disposição, tentando nos auxiliar no que for útil. Afinal, como um anjo da guarda, ela nos foi dada para estar conosco até o último instante de nossa vida. Nunca nos abandona, mesmo nos momentos mais difíceis. Qualquer que seja o tamanho da nossa dificuldade,  ela estará sempre ali para nos ajudar e sempre nos oferecer uma segunda oportunidade. Ela sempre nos observa, qualquer que seja o lugar ou a ocasião. 

Desde quando chegamos a este mundo começamos a colocar coisas dentro dessa caixa. Coisas grandes ou pequenas. Importantes ou banais. Coisas de muito valor ou sem valor algum. Aliás, foi justamente para isso que ela nos foi dada.  

Há 40 ou 50 anos atrás essa caixa conseguia guardar quase tudo que nela colocávamos. Ela atendia plenamente às nossas necessidades. Sempre ficávamos satisfeitos com ela. Entretanto, com o transcurso de nossa existência, começamos a achar que ela se tornou menor. É como se ela tivesse encolhido, pois já não conseguíamos mais colocar tantas coisas dentro dela. Por mais que tentássemos, ela já não mais respondia aos nossos anseios e expectativas como antes.    

Começamos a criticá-la. Gostaríamos que ela tivesse uma dimensão maior, pois, somente assim, ela abarcaria tudo o que precisássemos nela armazenar. Porém, o problema não está na dimensão da caixa. O problema está em nós mesmos. A caixa continua sendo do mesmo tamanho que era antes. Nem mais, nem menos. Ela continua ali, sempre à nossa disposição como sempre. Discreta. Quase que imperceptível. Sem alarde e sem holofotes. Ela continua seguindo o nosso ritmo, do jeito e da forma que sempre desejamos.  

Essa caixa tem um nome. Se chama TEMPO.

Desde que me entendo por gente o dia sempre teve 24 horas. O mês, 30/31 dias. O ano, 365/366 dias. Nunca diferente disso. Você que me lê agora também deve ter a mesma experiência que eu. 

Com o frenesi da vida moderna, a agenda cada vez mais apertada, os inúmeros compromissos e os afazeres cada vez mais exigentes se tornou cada vez mais comum dizermos: "Gostaria que o dia tivesse 25, 26, talvez 30 horas a mais". Já não é possível conviver com um tempo tão escasso. Tão diminuto. 

Meu amigo, minha amiga, não é bem por aí. 

Nada precisa ser mudado. Tudo está como sempre esteve. Nós é que mudamos.

O tempo continua a ser o mesmo para todos nós. O que mudou foi o número de nossos compromissos. 

Temos o número de horas suficientes. O mesmo número de horas que a humanidade teve desde que o homem se entende por gente. Quanto a isso, não há do que reclamar. 

Porém, a vida "moderna" nos trouxe um cem número de preocupações. A cada dia, começamos a colocar mais compromissos dentro de nossa caixa, ou melhor, de nosso tempo. Sem nos darmos conta, 24 horas deixou de ser suficiente para guardarmos tantas coisas. Foi quando nasceu o desejo de um dia mais elástico. Maior e com mais horas...

Desejo infeliz.

Nunca conseguiremos aumentar o tamanho de nossa caixa, é dizer, do nosso tempo.

Não é o tempo que deve ser mudado. Somos nós que precisamos aprender a dizer NÃO para todos os afazeres, principalmente aqueles que nos afastam da convivência de quem amamos, do que gostarmos e de tudo aquilo que nos faz bem e feliz. Só assim nossa caixa, isto é, nosso tempo, será capaz de armazenar tudo o que for IMPORTANTE armazenar. 

O desejo de um tempo maior se assemelha àquele indivíduo que gostaria de ganhar cada vez mais para comportar sua infinita sede de consumo. Nunca irá conseguir. 

Assim como os ganhos são o limite de nosso consumo, o tempo nos impede de realizar infinitas atividades. Se não fosse ele - o tempo - nossa sede infinita de realizações nos aniquilaria, tornando-nos esgotados e incapaz de prosseguir na própria existência. 

Portanto, não lute contra sua caixa, isto é, contra seu tempo. O tempo é sábio. Nós é que somos difíceis. 

Em nossa trajetória de vida, devemos escolher criteriosamente o que iremos colocar em nossa caixa. Só assim, saberemos conviver em paz com ela.

Lembre-se: O TEMPO É O SENHOR DE MUITOS APRENDIZADOS E O REMÉDIO PARA MUITAS FERIDAS.

Pense nisso. Reflita sobre isso.


Alipio Reis Firmo Filho

Conselheiro Substituto - TCE/AM


 


   

sexta-feira, 3 de abril de 2026

QUAL O SIGNIFICADO DA PROCISSÃO DA VIA SACRA?

Às sextas-feiras santa a Igreja Católica convida os fiéis a participarem da procissão da Via Sacra. A procissão é realizada no Brasil e em todo o mundo e tem por finalidade reviver o caminho de Jesus Cristo até a Cruz. Para tanto, 14 estações são percorridas sendo a última dedicada à reflexão sobre o sepultamento de Cristo.

Por ser uma participação na caminhada de Cristo rumo ao Calvário, é importante que o cristão católico esteja completamente integrado à experiência salvífica de Jesus. 

Sua atenção deve ser plenamente tomada pelo significado e grandeza do percurso, para que sua mente não "vagueie". É muito importante refletir profundamente sobre os sofrimentos de Jesus Cristo nessa caminhada. As dores que sentiu, a angústia infinita que experimentou, o profundo desejo de salvação da humanidade, sua humilhação e esvaziamento completo e sem reservas. 

Na caminhada, devemos ser um "outro Simão Cirineu" e, por algumas horas, tentarmos carregar um pouquinho da Cruz no lugar de Jesus. Nessa experiência, a reserva é fundamental. Devemos entrar no nosso quarto e fecharmos as nossas portas. As portas de nossos sentidos. Não devemos deixar nossos sentimentos nos retirar dessa sublime experiência. Por isso, feche a porta de seus problemas pessoais, feche a porta de suas redes sociais, feche as portas de suas preocupações e anseios, feche as portas de sua sede ou fome, feche as portas de seu cansaço físico e de seu desconforto, enfim, feche as portas de tudo aquilo que pode te distrair e te abstrair desse sublime momento. Mergulho profundamente na experiência salvífica de Cristo. Só assim você poderá experimentar ser um "outro Cristo" nesse precioso e único instante da cristandade. 

Evite conversas paralelas. Evite fotografias. Evite se conectar com o mundo ao seu redor. Conecte-se apenas com o Salvador. Como se você estivesse sozinho(a) na procissão. Sem mais ninguém ao seu redor. 

Ore, cante, louve e agradeça. Essa é uma ótima oportunidade de você oferecer o seu nada. O seu vazio. Os seus defeitos. As suas maldades. Os seus mal sentimentos. 

Lembre-se: se você decidiu participar da procissão da Via Sacra você decidiu olhar unicamente para Cristo. Para mais ninguém. Esse olhar não deve ser apenas físico. Olhe principalmente com os seus olhos espirituais. Agradeça a Ele o infinito amor por você e pela humanidade. Agradeça a Ele pela entrega absoluta e pela imensa misericórdia e desejo de salvação. 

Pense em você como se fosse um outro Cristo. Esse é o verdadeiro significado da Via Sacra. 

Se possível, faça algum jejum antes, durante ou após a caminhada. Ofereça também o seu pequeno sacrifício por você, por sua família, pelos doentes e por toda a humanidade. Peça a Jesus que aproveite sua pequena dor para transformá-la em gotas de salvação. 

Após a caminhada, você se sentirá mais cristão. Mais fortalecido(a) espiritualmente. Mais preparado(a) para retomar sua própria caminhada. Seu próprio calvário neste vale de lágrimas. 

Portanto, ao decidir participar da Via Sacra participe não apenas com o corpo, mas também com sua alma, sua mente e seu espírito. Não esteja pela metade na via dolorosa. Esteja integralmente. Sem reservas. Entregue-se a ela assim como Cristo se entregou à morte de Cruz.

Somente assim seremos genuinamente um "outro Cristo". 


Feliz Páscoa a todos!!


Prof. Alipio Reis Firmo Filho 

 

 

domingo, 29 de março de 2026

O DESEMPENHO DO GOVERNO FEDERAL SOB A ÓTICA DO RESULTADO PRIMÁRIO: 2024

Há meses atrás escrevi sobre o desempenho do Governo Lula em seu primeiro ano de Governo (2023). Naquela oportunidade, destaquei o gigantesco déficit primário ocorrido naquele ano: 230,5 bilhões de reais. Destaquei também que o resultado primário do ano anterior (2022) havia fechado com um superávit de 46,4 bilhões de reais.  Para acessar meu artigo clique AQUI.

Retomo agora a análise do desempenho do governo federal, agora ao longo de 2024. 

2024 fechou com novo déficit primário, desta vez de 45 bilhões de reais. As receitas primárias somaram, aproximadamente, 155,1 bilhões contra 200,1 bilhões de despesas primárias. Esse resultado, somado ao resultado de 2023 eleva o déficit primário do governo nos dois anos para 275,5 bilhões de reais. 

Mês a mês os resultados apresentados em 2024 foram os seguintes: Jan (superávit de 79,3 bilhões), Fev (déficit de 58,4 bilhões), Mar (déficit de 1,5 bilhões), Abr (superávit de 11,1 bilhões), Mai (déficit de 61 bilhões), Jun (déficit de 38,8 bilhões), Jul (déficit de 9,3 bilhões), Ago (déficit de 22,4 bilhões), Set (déficit de 5,3 bilhões), Out (superávit de 40,8 bilhões), Nov (déficit de 4,5 bilhões) e Dez (superávit de 24 bilhões). 

Apenas quatro meses do ano apresentaram resultados positivos: janeiro, março, outubro e novembro. Os demais apresentaram resultados negativos. 

Todos os dados foram colhidos do site Tesouro Transparente (TESOURO TRANSPARENTE). São, portanto, dados oficiais do Tesouro Nacional. 

No cálculo de cada mês são considerados os resultados de três instituições/naturezas: do Tesouro Nacional, do Banco Central do Brasil e da Previdência Social (Regime Geral da Previdência Social). 

Segundo o novo arcabouço fiscal, aprovado em agosto de 2023 para vigorar em 2024, o resultado do Governo alcançou um déficit de 11 bilhões. Isto porque, pelo novo cálculo, o governo excluiu várias despesas antes computáveis no resultado primário, além de alterar igualmente o regime de cálculo da receita primária federal. Uma das despesas excluídas foram os créditos extraordinários. A solução criativa do governo também repercute positivamente na relação resultado/PIB, já que a medida "puxa" essa relação para baixo. Segundo cálculos do governo, em 2024 o Resultado Primário correspondeu a 1,19% do Produto Interno Bruto. Pelo antigo cálculo esse resultado alcançaria um percentual maior.  

Pelo sim, pelo não, o desempenho fiscal do atual governo segue amargando sucessivos déficits primários decorrentes principalmente de um consumo alto combinado com a falta de políticas voltadas ao corte de gastos públicos. Conquanto aconselhado por aliados, o governo se recusa a cortar gastos, muito provavelmente motivado pelas consequências políticas que poderão representar aumento no grau de insatisfação do eleitorado nacional. A solução adotada para conter o gigantesco déficit primário é criar receitas gerando grande insatisfação popular por meio da retirada compulsória de dinheiro da economia, e reduzindo potenciais investimentos da iniciativa privada.


Alipio Reis Firmo Filho

Conselheiro Substituto - TCE/AM


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ANJOS E DEMÔNIOS

Fomos apresentados a este mundo sem ao menos sermos consultados se queríamos realmente conhecê-lo. Quando tomamos consciência, já estávamos imersos na realidade que nos cerca. Enfim, chegamos. Olhamos ao nosso redor e paulatinamente aprendemos a nos conectar com o mundo e com nossos semelhantes. Familiares, colegas de sala de aula, amigos de infância, companheiros de profissão. 

Algumas dessas pessoas só passam alguns instantes em nossa presença. Outras, permanecem algum tempo. Depois nos deixam como se nunca as tivéssemos conhecido. A vida é muito engraçada. Nos une e nos separa ao mesmo tempo. Nos faz sorrir e chorar compulsivamente. 

Entre os inúmeros personagens que cruzam nosso caminho, alguns já identificamos de cara: anjos em pele de cordeiro. Esses seres angélicos são pessoas amáveis, com sorriso largo no rosto, dispostas a nos ajudar e colaborar para que sejamos sempre felizes. Pessoas que vibram com nossas conquistas e com nosso crescimento pessoal e profissional.  

Esses seres não somente aparentam ser o que são. Eles são o que são. Transparentes, verdadeiros, objetivos e sem rodeios. Para expressar o que realmente sentem por nós, não fazem uso apenas das palavras ou do sorriso, mas recorrem quase sempre às suas atitudes. Muitas vezes, eles não precisam dizer uma única palavra. O que fazem (ou o que deixam de fazer) sempre contribui para a nossa felicidade. Não importam que estejam longe ou próximos de nós. 

Há, porém, uma outra categoria de indivíduos que algumas vezes vivem nos tirando do sério. Testam nossa paciência. Muitas vezes até com certa aspereza. Tais pessoas são duras e aparentemente insensíveis. Nos cobram. Nos pressionam. Fazem exigências que nos deixam perplexos. Em muitas ocasiões até nos levam às lágrimas e nos mergulham num mar de tristeza e solidão. Em relação a eles, é difícil enxergar alguma centelha de luz. São pessoas escuras. Sem sentimentos. Frias e insensíveis. No entanto, são também nossos amigos. Verdadeiros anjos em pele de demônios. 

O curioso desses indivíduos é que precisamos de uma boa caminhada nesta vida para reconhecê-los. Às vezes, cruzamos a linha de nossa existência sem ao menos identificá-los. Não importa. As sementes plantadas por eles germinaram e, o que é melhor, renderam muitos frutos. Isso é o que importa. As palavras amargas e as experiências duras foram apenas instrumentos usados por eles para nos fazer crescer e frutificar. Uns 30 por um. Outros 60 por um. Alguns 100 por um. 

Tais indivíduos talvez sejam os que mais colaboram para o nosso crescimento. Nos amam tanto que não medem palavras para nos dizer a verdade. Para nos indicar o caminho. Para nos apresentar às saídas. Sim. Verdadeiros anjos em pele de demônios. Sua beleza não é logo identificada por nós. Às vezes, só muitos anos depois é que nos damos conta do quanto eles nos ajudaram na caminhada de nossa existência. 

Mas a vida não são apenas flores. Há muitos espinhos também.

Há indivíduos que nos dão tapinhas nas costas. Nos tratam com gentileza e até com uma educação impecável. À primeira vista parece que até já os conhecíamos há mais tempo. Palavras doces regam um diálogo marcado por uma sinceridade gostosa de ser degustada, mas rasa quanto à  profundidade. 

Em nossa presença manifestam uma atitude. Quando distantes de nós, mostram realmente o que são. Com seus dardos inflamados prontos para nos devorar. No fundo, não gostam de nós. Não desejam o nosso sucesso. Incomodam-se com nosso brilho. Sentem náuseas sempre que conquistamos uma vitória. Verdadeiros demônios em pele de cordeiro. 

Quanto a estes, às vezes também passamos uma vida inteira para nos darmos conta do que verdadeiramente são. Convivemos diariamente com eles, às vezes, por anos a fio e nem notamos nada. Absolutamente nada. A mentira, porém, tem pernas curtas. Muito curtas, por sinal. Não adianta se esconder. O rabo sempre fica do lado de fora. A verdade sempre vem à tona. O problema é que até lá já sofremos. Já tivemos experiências amargas e dolorosas que deixaram em nós cicatrizes que vão nos acompanhar durante toda a nossa existência. Só depois. Muito tempo depois é que nos deparamos com uma realidade dura, que nos causa assombro e desapontamento. Esses demônios são seres ardilosos. Prontos para nos devorar e nos fazer infelizes. Destes, devemos nos afastar, pois, do contrário, seremos convidados a beber de seu próprio veneno. 

Por fim, há, ainda, uma quarta categoria de indivíduos. Assim como os primeiros, já mostram logo o que são. Ásperas, arrogantes, estúpidas e ignorantes. Pessoas que convivem perfeitamente com o mal. Indivíduos que não escondem o que são: demônios em pele de demônios. De uma certa forma, são verdadeiros em suas atitudes. Não se preocupam em manifestar o que realmente são ou pretendem ser. Não vivem sob as aparências. Caminham na escuridão. Desejam apenas o mal. Por isso, não são difíceis de serem reconhecidos. 

Destes devemos também nos afastar. Quanto mais longe melhor. A distância é o melhor remédio. 

Em relação a tais indivíduos a própria natureza se encarrega de apartá-los. Da mesma forma que o joio é naturalmente separado do trigo. As trevas não resistem à luz. A luz os incomoda muito. Não suportam a claridade. Pessoas de bem são sempre indivíduos indigestos. Por isso, são como os polos opostos de um ímã: repelem-se mutualmente. Não há como admitir uma convivência pacífica e duradoura. 

Esses quatro grupos de indivíduos estão presentes em nossa vida. Temos de ter a sensibilidade necessária para identificá-los. A cada momento. A cada experiência com nossos semelhantes. Às vezes, pode ser uma equação difícil de elaborar. Em meio às demandas da existência, muitas vezes perdemos a capacidade do uso da razão e do bom senso. Muitas vezes, somos movidos pelo coração, tornando-nos presas fáceis das trevas. 

Nesse reduto, a lição bíblica funciona como um grande farol em nossa vida: orai e vigiai! Sempre!


Prof. Alipio Reis Firmo Filho