terça-feira, 1 de maio de 2012

DÉSPOTAS

O Despotismo prevaleceu entre nós há muito tempo atrás. É traduzido no fato de o poder deter a razão. De longe supera a ditatura e a tirania. Seu veneno é infinitamente mais letal. No Despostimo não é o governante que se esforça para se sobrepor aos seus súditos. São estes que não dispõem de condições mínimas para auto-governarem-se, auto-conduzirem-se; premidos pelo medo e/ou por não saber o que fazer. Muitos governantes na História do mundo atraíram para si esse adjetivo: Napoleão Bonaparte (França), Juan Manual de Rosas (Argentina), Benito Mussolini (Itália), Adolf Hitler (Alemanha), Josef Stalin (União Soviética), Francisco Franco (Espanha), Getúlio Vargas (Brasil),  Saddam Hussein (Iraque), Alfredo Stroessner (Paraguai), Fidel Castro (Cuba), Kim ll-Sung (Coréia do Norte), e tantos outros.

A História nos conta que os Déspostas sempre experimentaram um fim amargo, sombrio e de completa aniquilação; às vezes tragicamente (Saddam Hussein), às vezes humilhante  (Napoleão Bonaparte) ou simplesmente reclusos pela ação natural do tempo (Fidel Castro).

Talvez nem mesmo Isaac Newton, ao conceber a Terceira Lei da Gravitação Universal, tenha cogitado a possibilidade de aplicá-la em outros redutos do conhecimento humano: A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade. 

Para nós, que (ainda) somos atores nesse fantástico espetáculo da vida, resta-nos uma lição: aprender com o passado. Do contrário, nossa pena não será muito diferente dos que nos antecederam.